Pensamentos descontentes de uma Rapunzel velha e sem tranças
Vou movendo meus pés sem rumo algum
Penso eu que não sigo um rumo
Mas meus pés parecem saber seu destino
Tão certos em uma só direção
Me esqueço das pedrinhas pelo caminho
Não há caçador ou lobo mau em minha estória
Saberei como voltar?
Acabarei prisioneira de uma amargura auto-imune?
Pobre menina já não tão menina...
Não tenho saco para tanta auto-complacência.
Eu não consigo deixar de me sentir como se ainda fosse aquela menina de 10 anos de idade. Magra demais, séria demais, solitária, quase abandonada. A carência é um monstro faminto e insaciável que fica o tempo todo arranhando meus calcanhares.
Um dia eu canso de tentar me consertar e vou para minha cabana no alto da serra.
Escrito por Rosa às 10h54
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