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Às vezes levo a sério alguns palpites de comadres e fico pensando se não costumo ser exigente demais na escolha dos meus parceiros (namorado, caso, affair etc). Concluí que não.
É que há coisas na vida que a gente não pode viver sem. Daí, vai tentar conseguir o melhor possível e, se não for bem sucedido, vai aceitar o que estiver ao alcance. Estou falando de necessidades básicas, tipo alimentação. You know.
Mas eu posso viver (e tenho vivido, muito bem, obrigada) sem "um homem para chamar de meu". Então, porque é que eu vou aceitar menos que o ideal para mim, ainda que meu conceito de ideal inclua alguns defeitinhos?
Um detalhe: considero sexo uma necessidade básica, mas para isso eu não preciso colocar um homem dentro da minha casa...
Escrito por Rosa às 19h33
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Nossa! Até me esqueci que este blog ainda existe! Quanta teia de aranha!
O melhor de viajar (ainda mais diversas viagens quase seguidas) é constatar que há muito mais no mundo além da nossa rotinazinha. E há sempre alguma (boa) surpresa.
Não posso ser literal, mas é muito importante estar sempre preparada...
Ah! Concluí que minha alma não é loira. O cabelo já mudou de cor (pobre cabelo que eu tanto faço sofrer!), está igualzinho ao avatar alí no alto.
Escrito por Rosa às 19h13
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Menina, uma breve lembrança de um ex - aliada aos recentes fatos - me fez chegar a uma conclusão espantosa (apesar de algo óbvia). Assim como quase todas as mulheres são histéricas, os homens ou são fracos ou perversos. É uma coisa ou outra, não tem jeito! Bem, ao menos os meus homens, que não foram poucos... E aí, o que é menos pior? Um fraco ou um perverso? E eu estou tentando trabalhar... Beijos, R.
Escrito por Rosa às 00h36
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FÉRIAS!
Graças! Já estava quase ficando doente. Mas ainda há trabalho para pôr em ordem nos próximos dez dias.
Há muitos bônus nessa minha vida solta. Os ônus, porém, só fazem crescer e incomodar.
Não importa. Este mês terei minhas recompensas. Mais díspares impossível.
 
Espero não sofrer um choque térmico.
Escrito por Rosa às 00h31
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Enloureci. Bem, não totalmente, mas o suficiente para ser conceituada como loira.
Dizem que é o destino de toda mulher, né? Em vez de envelhecer, ficar loira.
Os homens têm elogiado. Isso é bom... E não dói como botox.
Mas aqui estou eu, morta de cansada e insone, andando pelo apartamento escuro. 4 gotas de rivotril uma hora atrás e nada. Eu não quero um livro, eu não quero escrever, eu não quero navegar, nem vagar. Só queria dormir.
Amanhã ainda não é sábado.
Escrito por Rosa às 01h07
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Às vezes eu queria apertar um botão de fast forward na minha vida. Às vezes como agora.
Mas, aí, eu envelheceria mais rápido... E eu não quero mais rugas, mais cañas, mais flacidez, menos fertilidade (embora nem saiba se esta última ainda vai me servir de alguma coisa).
Então, vou vivendo o hoje até chegar amanhã. E tentando incorporar André Comte-Sponville.
É difíiiiicil!
Escrito por Rosa às 14h16
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Lá, onde eu queria estar...
Escrito por Rosa às 14h05
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Eu sei que não posso me queixar de nada, que a minha vida é boa demais, que eu consigo (quase) tudo que quero, que eu ganho (quase) todas as paradas que eu encaro, que eu não tenho problemas reais.
Talvez a imagem que eu passe para o mundo, com roupa de grife, carrão, cabelo de salão, profissão poderosa, seja a própria imagem do Winner.
Então porque é que eu tenho que me sentir tão fracassada, tão loser? Porque que é justo no que eu mais quero que eu sempre tenha que falhar?
Tá. Eu sou uma histérica. Mas qual mulher não é?
Escrito por Rosa às 10h47
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Cartinha Eletrônica:
A.,
hoje vivemos uma aventura policial-sem-polícia aqui na casa da minha mãe.
De manhã, ela e B. saíram de casa e deixaram o portão lateral interno aberto, trancando apenas o portão que dá para a rua. Quando retornaram, por volta das 11:30, viram que a bicicleta de asfalto do B. (a mais cara, coisa de no mínimo R$3.000,00) e o capacete haviam sumido.
Enquanto isso eu, do meu apartamento, ouvia a Catarina latir escandalosamente sem desconfiar de nada. Pensei que era chilique canino. Mas não dava para exigir de uma labradora gulosa mais que latidos. Ainda mais quando o ladrão a seduz com arroz e pedaços de frango (havia restos junto ao portão)...
Depois do almoço, passada a revolta e o susto inicial, sugeri ao B. que perguntássemos aos vizinhos se haviam visto algum suspeito pela rua hoje, pois o cara devia ter pedido a comida em alguma casa. Dito e feito: dois vizinhos disseram que um habituê/mendigo havia passado tocando campainha nas casas de manhã. O cara é conhecido como Cerezo e mora na favelinha que fica a uns 2km daqui.
Sabendo que a polícia limitar-se-ia a lavrar uma ocorrência, resolvemos investigar por nossa conta, in loco, antes de ir ao batalhão da PM.
Fomos no carro do B. (o meu chamaria atenção demais) até a rua vizinha da favela, onde há um bar. Lá, abordamos dois rapazes que tomavam uma cerveja e contamos a estória, complementando que estávamos dispostos a pagar R$300,00 por uma informação que nos levasse até a bike. Os rapazes disseram não conhecer nenhum Cerezo, mas que havia por lá um tal de Ivan (parece que é o mesmo cara, Cerezo seria apelido) que costuma praticar esse tipo de furto. Disseram que iriam procurar saber lá na favela e que já voltavam.
Enquanto isso, eu e meu irmão ficamos no bar, e pedimos uma cerveja, já que só nos restava relaxar.
Pouco depois os rapazes voltaram informando que o cara não estava em casa, mas a mãe dele disse que ele havia aparecido hoje com uma bike. O jeito era entrar na favela para checar...
Rezei uma Ave-Maria em silêncio e seguimos atrás dos caras. Depois de atravessar a favela (trajeto curto, graças a Deus!) chegamos à casa. A dona estava na porta, com uma cara de apavorada, segurando a bicicleta e o capacete. Ela pediu mil desculpas pelo ato do filho, disse que ele é um bêbado que vive aprontando e que estava rezando para achar o dono da bicicleta e poder devolvê-la.
Eu agradeci demais à senhora e aos rapazes - com direito a abraço e beijinho no rosto (B. até ficou meio abestalhado, meio sem ação), entreguei a ela R$100,00 e a eles R$130,00, tudo que eu tinha comigo. Disse que eles podiam vir em casa depois para buscar a diferença mas eles não quiseram, disseram que aquele dinheiro já estava bom demais e que, na verdade, nem precisariam de recompensa para nos ajudar.
Minha irmã disse que eu não devia ter dado nada à mãe do ladrão, que eu acabei por recompensá-lo indiretamente, mas eu senti honestidade na aflição e na vergonha dela. Fiquei com pena. Acho que foi um bom investimento.
Agora, portãozinho aberto nunca mais, nem durante saidinhas rápidas. E dá-lhe cerca elétrica!
Beijos,
R.
Escrito por Rosa às 20h41
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Comi bem, bebi também. Subi morro, desci morro, pulei cerca, pulei córrego, corri, peguei (muita) chuva. Li, dormi, joguei sinuca, conversei fiado.
Mas, carnaval? Não, obrigada.
Escrito por Rosa às 10h31
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Midas:
Tudo que eu toco vira merda.
Escrito por Rosa às 14h48
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Uma chuva vagarosa leva de minha pele todo o êxtase de um verão
São passados os dias em que me vi reluzente. Existiram na verdade?
Hoje, parece me restar apenas a iminência de mais um outono
A umidade chega aos meus ossos, minha alma se liquefaz
Eu sei, é só um túnel. Sempre haverá luz a-final.
Vou me deitar em lençóis floridos e sonhar que as coisas não foram bem assim...

Escrito por Rosa às 19h43
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Sob o sol ou entre as nuvens

Escrito por Rosa às 23h27
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Tiro de letra qualquer ofensa. Mas elogios, estes sempre me derrubam.
Escrito por Rosa às 14h26
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Já dizia a minha ex-médica homeopata que dor de garganta significa haver coisas não ditas que incomodam. Faz sentido. Mas também pode ser um sapo que ficou entalado, daqueles difíceis de engolir. Dá no mesmo.
Escrito por Rosa às 11h51
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